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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Dia de feira

Oficina leva à população exemplos diários de consumo sustentável


As agentes comunitárias da UBS Parque Regina, no Campo Limpo (zona Sul de São Paulo), promoveram na última quinta-feira, 21, oficinas de reciclagem com os moradores do bairro. As atividades do dia, que aconteceram de manhã e à tarde, foram conduzidas pelos gestores locais do PAVS Rodrigo Giovannetti e Tânia Mattar. Espaços coletivos, consumo consciente e coleta seletiva foram os temas centrais. Houve ainda a presença de catadores da região. Todos foram convidados a levar seu próprio lixo reciclável.

Na oficina, Tânia usou o exemplo de um dia de feira para mostrar o contraste entre o valor de compra do dinheiro e o costume de desperdiçar alimentos.

Ao final da tarde, os gestores organizaram uma gincana com as crianças da comunidade. Dividiram-nas em três grupos e pediram a elas que separassem o lixo levado pelos participantes do evento de acordo com os materiais. Rodrigo conta que, antes de encerrar a brincadeira, perguntou-se aos pequenos quem ganhava com essa separação. "Em vez de responderem que ganhava um ou outro, eles disseram que quem saía no lucro éramos todos nós. Eles já entendem a coleta como um dever de todos", conta o gestor.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Juventude atuante

Na zona norte, adolescentes participam de rearborização


Jovens do bairro Jova Rural, no Jaçanã (zona norte de São Paulo), aprenderam neste mês a plantar e cuidar de mudas vegetais em calçadas e canteiros públicos. Para completar o aprendizado, colaboraram com uma ação de plantio no bairro, iniciada quarta-feira (13), com o objetivo de rearborização da área.

O Jova Rural é um conjunto habitacional do CDHU. Ddesde 1992, data de sua entrega, perdeu boa parte de seu verde. Os adolescentes participam de projetos da Associação de Mulheres Amigas da Jova Rural, organização parceira da Secretaria Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social.A preparação para o plantio teve o acompanhamento das gestoras locais do PAVS Verilda Santos Aguiar e Maria Conceição da Silva, além de apoio do Núcleo Norte da SVMA.

O plantio começou pelo terreno do núcleo socioeducativo da associação, passando em seguida para as ruas no entorno. Já foram plantadas 50 mudas - o número foi calculado pelos próprios jovens, que também ficarão responsáveis por cuidar das pequenas árvores. Ao final da arborização, o número de novas mudas deverá chegar a cem.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Saúde e renda andam juntas

Cidade Ademar promove coleta seletiva e economia solidária

Agentes ecológicos recebem orientações sobre saúde bucal na UBS Vila Império
(Foto: Jussara Cássia)

Fortalecer grupos de catadores de lixo em áreas de alta vulnerabilidade social: esse é o objetivo do projeto que os parceiros da Associação Congregação Santa Catarina estão colocando em prática na região de Cidade Ademar, zona Sul de São Paulo.

Idealizada dentro do PAVS, a proposta integra comunidade, equipes técnicas do Programa de Saúde da Família e catadores em um trabalho de conscientização sobre a importância da coleta seletiva. Depois dessa etapa de formação, iniciada em entre julho e agosto do ano passado, a idéia é ajudar os agentes ecológicos a montar cooperativas, de modo que a atividade da coleta e triagem se transforme em uma alternativa de sustento das famílias.

Jussara Cássia da Silva e Emília Sant'Anna, gestoras locais do PAVS em Cidade Ademar e Pedreira, explicam que o objetivo é criar oportunidades para que esses "cuidadores do meio ambiente" se profissionalizem e negociem seu material a preços justos, diretamente com as indústrias recicladoras.

Na área do PSF em que a Associação atua, quatro grupos estão trabalhando com as UBSs Jd. Apurá, Vila Império, Aparecida e Mata Virgem. Além da sensibilização, tanto dos cuidadores quanto dos moradores, está sendo feito o cadastramento dos participantes do projeto. A partir de outubro, as casas que aderem recebem um selo com os dizeres "Coleta seletiva, eu participo", para ser colado na porta. Desde então, contam as gestoras, o volume de lixo reciclável coletado aumentou.

O projeto deve atingir toda a zona Sul da cidade, num total de nove grupos atendidos. Jabaquara, Capela do Socorro, Parelheiros, M'Boi Mirim e Campo Limpo também poderão ser contemplados com auxílio, consultoria e oficinas de aprimoramento em organização e gerenciamento de cooperativas, gestão de negócios e de recursos humanos. Está prevista ainda a instalação de um armazém único para a comercialização em rede solidária do material produzido.

O sucesso da iniciativa, porém, depende de apoio financeiro. "Estamos em um momento de captação. Enviamos o projeto para a Petrobras, mas estamos buscando outras parcerias para tornar tudo isso possível", conta Jussara, que participou como educadora da primeira etapa de formação do PAVS.


Sabão auto-sustentável

Também na Cidade Ademar, agentes comunitárias de duas UBS começam comercializar nos mercados de seus bairros um produto produzido por elas em conjunto com outras moradoras: o sabão caseiro. Fácil de fazer, o sabão é uma alternativa para poupar o meio ambiente dos descartes de óleo de cozinha. Grupos do Mar Paulista e da Vila Império se juntaram em oficinas para manufaturar o produto e venderam entre a comunidade.

Com o dinheiro da venda, a comunidade adquiriu material para futuras oficinas, gerando uma rede de comércio solidária e disseminando um conhecimento da técnica de reciclagem.

As moradoras da Vila Império realizaram sua primeira oficina de sabão na sexta-feira passada, dia 1º de fevereiro. A turma do Mar Paulista já está na terceira oficina, prevista para dia 22 de fevereiro.

Uma conquista e tanto

Participantes do PAVS na zona leste movimentam comunidade e criam espaço de lazer


Agentes comunitários da UBS Jardim Conquista II, na zona leste de São Paulo, transformaram um terreno baldio em uma praça com espaço para jogos e atividades físicas. O projeto de recuperação do local começou pela limpeza do terreno, na Semana do Meio Ambiente, em julho do ano passado. Foi uma atividade proposta pelas agentes da unidade, que na época participavam da capacitação oferecida pelo PAVS.

A praça fica entre as travessas Tristeza do Jeca e Tantos Caminhos, na área de atuação do posto de saúde. Embora constasse nos registros da Subprefeitura de São Mateus como área de lazer, o local estava abandonado. Depois da limpeza, tanto a comunidade quanto o poder público se empenharam na revitalização. Hoje, os moradores desfrutam de jardins arborizados, bancos para descanso, mesas para jogos de tabuleiro e área de recreação para crianças. Uma passarela decorada com mosaico de pedras está sendo construída.

O novo espaço ainda não tem nome, mas deverá ser batizado pela comunidade do bairro.

Natal ecológico

Equipe da Casa Verde fez festa para marcar ação em favor do meio ambiente

A decoração de 2,5 metros foi exposta
no telhado da unidade
(Foto: Silvana Salles)

Pequenos gestos têm grande impacto no cuidado com a vida. Um bom exemplo disso foi a árvore de Natal feita pela UBS Vila Santa Maria, na Casa Verde. No dia 3 de dezembro, a equipe local do Programa de Saúde da Família (PSF) acendeu as luzes de sua árvore natalina, totalmente reciclável, confeccionada por agentes comunitários integrantes do Projeto Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS). Para compor a estrutura, de 2,5 metros de altura, foram utilizados materiais descartados como 1.110 garrafas PET, ferro e pedaços de papelão.

A inauguração da árvore de Natal foi uma festa para os moradores, que também puderam desfrutar de apresentações do Coral da Terceira Idade e da bateria dos agentes de saúde, com instrumentos feitos de materiais reciclados.

Prestigiaram a ocasião representantes do PAVS, da Coordenação de Saúde Norte, da Supervisão Regional de Saúde Casa Verde/Cachoeirinha, da Associação Saúde da Família, do PSF, da Subprefeitura da Casa Verde, da Câmara dos Vereadores e da Associação Anjos da Paz - esta, parceira da UBS.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Sobra mina e falta água limpa no Cambuci

O bairro é um dos primeiros da cidade de São Paulo e hoje muitos de seus moradores vivem em situação de risco social


Mina de água contaminada na comunidade Muniz
de Souza, que atravessa quase todas as casas.
Moradores são orientados pela agente Tânia, da
UBS Cambuci, para não consumi-la.
(Foto: Jussara Salles)

Na comunidade Muniz de Souza, no Cambuci, região central da capital paulista, a maioria das moradias são precárias. São cerca de 79 famílias, expostas a uma série de doenças provenientes dos esgotos a céu aberto e também do tratamento inadequado ao lixo. Uma das famílias tem como forma de subsistência separar e vender o lixo reciclado da comunidade, mas falta organização para que os resíduos não fiquem acumulados. Além disso, as minas d’água que brotam em vários pontos do terreno não são devidamente cuidadas e aproveitadas. Ao contrário, ao cruzar com o sistema de esgotos, a água acaba contaminada e causa infiltrações constantes inclusive dentro das casas. Nos dias de chuva a situação piora.

As águas das minas, que um dia foram limpas, hoje brotam do chão e das paredes, provocando transtornos e doenças, principalmente para as crianças. A falta d’água na comunidade, que este ano durou mais de um mês em conseqüência de uma dívida dos moradores com a Sabesp, fez com que as pessoas passassem a consumir a água contaminada das minas para as atividades domésticas e de higiene pessoal. Conseqüentemente, o índice de doenças como dengue, dermatites e gastroenterites aumentou.

PAVS na comunidade Muniz de Souza

"Desde que começamos a participar desse projeto", conta a moradora Rosângela Rosa de Amorim, "observamos que os moradores estão mais mobilizados: já solicitaram a vinda de uma coleta seletiva, quase não consomem a água da mina, conservam melhor a limpeza do ambiente... xriamos até o mutirão Cata Bagulho". "As coisas estão se transformado por aqui", completa.

A educadora do PAVS Joana Marchetti e a UBS Cambuci têm participado ativamente para auxiliar na solução dos problemas. Durante o Seminário Integrador da Região Oeste, no início de julho, apresentaram as seguintes propostas de ação:

* Regularização do fornecimento de água para a comunidade;
* Negociação da dívida dos moradores em relação às contas de água que não foram pagas;
* Orientação quanto ao uso econômico e responsável da água;
* Resolução do problema das minas (formas de aproveitamento, canalização...);
* Implementação de saneamento básico;
* Organização de mutirões para a melhoria das condições habitacionais da comunidade, incluindo reformas nas moradias, plantio de árvore, hortas comunitárias e espaços de lazer;
* Implementação de coleta seletiva efetiva, aproveitando a iniciativa que já existe.


Prédio desativado abriga 72 famílias

E bem pertinho dali fica a comunidade Ananeri, onde 72 famílias vivem em um prédio de três andares de uma fábrica desativada. Lá, a chegada do PAVS também vem promovendo mudanças.

Ao som do "Capetinha do Forró", fomos conhecendo as moradias. Corredores escuros, roupas por secar em varais por todos os andares, o cheiro de mofo, o uso de banheiros comunitários deram uma dimensão dos desafios que as pessoas têm por ali.

A agente Maria de Lourdes Bahouth Donatelli conta que as pessoas desta comunidade também estão se comprometendo com as ações ambientais em benefício da saúde da comunidade. "A situação aqui era mais complexa, hoje, o lixo vai para a rua no dia certo, eles têm preservado a limpeza do ambiente e se preocupado com tudo o que trazemos, resultado do que aprendemos com o PAVS."

Agentes ecológicos

PAVS dá novo fôlego a trabalho de cooperativa na zona sul da capital.


Grupo de agentes ecológicos trabalha com reciclagem no M' Boi Mirim
(Fotos: Jussara Salles)


No Recicla Vera Cruz, Solange Maria dos Santos, que também é agente comunitária, afirma: “o agente ecológico não é nenhum coitadinho, ele tem orgulho do trabalho que desempenha. A maioria sustenta a família, e alguns têm filhos na universidade”.

Esse projeto foi criado há 13 anos, na zona sul de São Paulo, por moradores que viviam em área de manancial e por isso enfrentavam muitas dificuldades para conquistar melhores condições de vida. Então, decidiram agir para mostrar que não estavam ali só para ocupar.

Muito atuante na comunidade, Elisiana
dos Santos (à direita) é agente ecológica
e agente comunitária de saúde

Hoje, 12 agentes ecológicos vivem da reciclagem e levantam, em média, R$ 400,00 por mês, nos bairros Horizonte Azul e Vera Cruz, Capela, Calú, Aracati e Jardim Ângela.

Com a chegada do PAVS, o trabalho de educação e conscientização ambiental na comunidade ganhou um reforço extra. “Mas as mudanças são lentas", adverte Socorro, "mas espero que as pessoas abram mais a cabeça.”

Solange foi uma das fundadoras do Vera Cruz, depois virou agente comunitária e levou a proposta de conscientização sobre a questão do lixo e da reciclagem para o local de trabalho com a expectativa de envolver mais gente na batalha. Dizia que não conseguia conceber a idéia de saúde sem melhorias ambientais.

Ao longo da história, muitas pessoas já passaram pelo Vera Cruz. Há uma grande rotatividade de pessoas, por motivos variados. “O importante é que quem passou por aqui levou algum tipo de informação, saiu mais consciente da sua responsabilidade ecológica e social”, complementa a agente.

A presença do PAVS auxiliou na articulação das instituições locais, demonstrando que ações singelas podem fortalecer a comunidade e construir mais qualidade de vida.

Um córrego em comum

Agentes de dois bairros se unem para solucionar problemas em comum

Erosão, esgoto a céu aberto e lixo são alguns dos problemas do córrego Tapera

As UBS’s Jardim Iva e Nova York dividem os problemas gerados por um córrego que atravessa os dois bairros. Moradias irregulares e regulares, lixo exposto, coleta seletiva pouco planejada e esgoto a céu aberto compõem a triste paisagem do Córrego Tapera, afluente do rio Aricanduva. “Às vezes, as casas estão limpas, mas têm um mau cheiro forte, por causa do córrego”, conta a agente comunitária de saúde Ciméia Alves, da Vila Nova York.

Esse é um exemplo dos desafios que as agentes comunitárias enfrentam na região Sudeste da cidade. As agentes de ambas as comunidades explicam que ali o trabalho de educação ambiental e de conscientização é a chave para a solução dos problemas. Elas têm a consciência de que é um processo de transformação que virá com o tempo. “Agora que temos mais informações sobre a importância de cuidar do meio ambiente e aprendemos a identificar melhor os problemas locais, nós também nos sentimos mais responsáveis por transmitir isso aos moradores do nosso bairro”, diz Amanda Oliveira, agente da UBS Jd. Iva há seis anos.
Agentes ficaram mais atentas
às pequenas atitudes que ajudam
a degradar o meio ambiente

A canalização do córrego está sendo conversada com a Subprefeitura, em processo avançado. E, enquanto isso, muitos moradores já agem para revitalizar as áreas verdes, respeitam as informações que elas levam sobre prevenção. “O PAVS nos proporcionou uma maneira de levar às famílias como melhorar o ambiente em que vivem”, explica a agente Maria Aparecida Kiilian, da Vila Nova York. No dia-a-dia, a comunidade ficou mais atenta em relação aos dias de coleta da prefeitura, a quantidade de lixo acumulado antes da hora diminuiu, também passou a zelar mais pela higiene da casa e do bairro.

Hoje, todos têm consciência de que o consumo gerado em um dos bairros e descartado sem responsabilidade afeta a vida de quem vive em ambos os lados, e que a união pela responsabilidade com o bem-estar do outro é essencial.

Laços fortalecidos

Seminários Integradores reúnem agentes nas regiões Sudeste e Centro-Oeste


Apresentações apaixonadas
de agentes da região sudeste
são recebidas com
alegria pelos convidados.
Embaixo, Adriano BT e colegas
apresentam o "Rap do Meio Ambiente"
(Foto: Jussara Salles)
Cheios de entusiamo e emoção, os agentes comunitários encontraram nas artes um meio expressar o que sentem: "Quem espera que a vida, seja feita de ilusão, pode até ficar maluco, ou viver na solidão... É preciso saber viver...", cantavam destemidos no palco da UNIPalmares em frente a mais de 400 pessoas, no dia 28 de junho. Durante todo o dia, foi realizado o Seminário Integrador da Região Centro-Oeste, com as turmas de Butantã, Lapa/Pinheiros e Sé.

Sentimento semelhante foi partilhado pelos agentes de M´Boi Mirim (zona sul) que estiveram no dia 25 de junho, no Clube do Banco do Brasil, bem como todos os agentes da Vila Prudente/Sapopemba, Ipiranga, Vila Mariana/Jabaquara, Mooca/Aricanduva e Penha (região sudeste) que se reuniram no dia 3 de julho, no Clube Círculo Militar.

Adriano B.T., agente comunitário da UBS Vila Santa Catarina, na região Sudeste, foi um dos que traduziu com suas próprias palavras a relação com os temas do PAVS. Ele e seus colegas de turma apresentaram o Rap do Meio Ambiente aos 860 participantes e convidados do seminário. "O rap foi feito para parar e pensar. Acho que consegui o meu objetivo: as pessoas se envolverem com a letra, com o conteúdo. Espero que tenha ficado alguma coisa de bom, e que elas passem pra frente isso", diz o agente.

As apresentações musicais e teatrais foram acompanhadas de demonstrações dos frutos que o projeto começa a gerar entre os agentes. Diferentes banners, maquetes, vídeos e fotos revelaram os inúmeros projetos de intervenção que estão mobilizando em suas comunidades.

A UBS Parque da Lapa, por exemplo, entrou no projeto de revitalização do Conjunto Cingapura vizinho com o objetivo de sensibilizar a população para as questões do lixo, utilizando a fórmula dos três Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) e a importância do meio ambiente para uma vida saudável. O conjunto habitacional sofre com o acúmulo de lixo na rua, detritos espalhados atraindo moscas, ratos, atrapalhando a passagem de pedestres, entre outros. Além disso, os agentes também realizaram ações de sensibilização para a importância de manter as calçadas em ordem e de obras que priorizem o verde e o meio ambiente. Também conversaram com a prefeitura para que fosse feita uma reforma nas calçadas do bairro: aquelas com desníveis, quebradas, prejudicam a passagem de pedestres e causam transtornos e acidentes.

Um pouco de arte: reaproveitamento e mensagem
lúdica no evento da região centro-oeste
(Foto: Jussara Salles)

Já na Bela Vista, foi identificado o problema da Vila Itororó. Tombada por sua importância histórica e cultural, a construção da rua Martiniano de Carvalho deverá passar por obras de revitalização e será transformada em centro cultural. Os moradores vivem inseguros por não saberem o que vai acontecer no momento do deslocamento das famílias. Os agentes comunitários, então, optaram por trabalhar o sentimento de pertencimento e identidade da comunidade em relação ao futuro Pólo Cultural. Outra prioridade foi a implementação de coleta seletiva, benefício que poderá ser ampliado para todo o bairro.

Na região sudeste, os agentes das UBSs Villalobo, na Penha, Jardim São Nicolau e Hélio Moreira Salles têm projetos para recuperar espaços públicos atualmente mal utilizados em seus respectivos bairros e transformá-los em centros de convivência comunitária, quer poderão ser usados para realizar oficinas e encontros com os moradores. E em Sapopemba, a UBS Reunidas II iniciou um programa de coleta de pilhas e óleo de cozinha usados para reciclagem.

A reciclagem foi a grande estrela na zona sul, onde agentes do M’Boi Mirim mostraram as diversas formas que aprenderam e encontraram para reduzir o desperdício e reutilizar materiais - de artigos para casa feitos de jornais velhos a modelos de aquecedores de baixo custo. Numa lateral do salão, mais de 500 pessoas tinham seus apetites atiçados por uma exposição de belos doces à base de cascas de frutas.

O saldo de tantas pessoas e informações no mesmo lugar revela-se positivo. "O seminário integrador acrescenta para nós porque há uma troca de projetos. Estamos aprendendo junto com nossos colegas, de lugares que precisam de até mais atenção do que o meu bairro, novas idéias que podemos levar para os nossos moradores", avalia a agente comunitária de saúde Ednilsa Pereira Brandão, agente comunitária da UBS Iaçapé, na região sudeste.

Houve também, em todos os eventos, presença de diversas autoridades regionais e municipais. Indício de um bom envolvimento, articulação e integração das políticas públicas.


Encerramento na zona leste

Agentes, educadores, autoridades e comunidade se juntaram na Unicidade, em Itaquera, para o 1º Encontro “Ambientes Verdes e Saudáveis – Integrando e Fortalecendo Redes Locais”. Representantes dos agentes comunitários de saúde, dos agentes de proteção social, das lideranças comunitárias e dos educadores tiveram a chance de compartilhar seus olhares e emoções sobre o PAVS, explicando a importância que o projeto teve sobre cada um.

O evento foi também a formatura dos agentes participantes do PAVS na região, que receberam seus certificados de freqüência pela manhã e festejaram a conclusão deste ciclo de aprendizagem à tarde. Cerca de 1.500 pessoas estiveram presentes.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

As estrelas e astros da festa

Nas regiões norte, sul e leste, a alma dos Seminários Integradores foram os agentes

Sincronia entre agentes comunitários de diferentes unidades foi ponto alto em todas as regiões
(Foto: UNASP)

Os 920 agentes comunitários de saúde e seus respectivos educadores do PAVS estavam ansiosos naquela manhã de quarta-feira 6. A partir das 9h da manhã, começava o I Seminário Integrador da Zona Norte, em Santana. O objetivo do evento era dar a oportunidade aos agentes de apresentarem a outros participantes do PAVS e das supervisões e coordenadorias regionais de saúde o que vêm aprendendo com a capacitação e como têm aplicado os novos conhecimentos. Ao mesmo tempo, aconteciam outros Seminários Integradores em Itaquera (zona leste), Parelheiros, Capão Redondo e Campo Limpo (zona sul). Na terça-feira 5, fora a vez de outras turmas em Itaquera, Capão Redondo e Santo Amaro.

“Os agentes mostraram o quanto estão sensibilizados na questão do meio ambiente e saúde e como eles são capazes de lidar com qualquer tema”, sentencia, de cara, Rosicler Di Lorenzo, da Associação Saúde da Família.

Os agentes foram os grandes protagonistas do encontro da zona norte: cantaram, dançaram, interpretaram e fizeram as vezes de mestres-de-cerimônias. Receberam homenagens da mesa e de palestrantes. “Essa animação é o que está faltando na prefeitura em geral”, elogiou o secretário das Subprefeituras Andrea Matarazzo, que teve que disputar com a ruidosa platéia o espaço para falar.

O educador Leandro Belini lembra que a recepção barulhenta da platéia se intensificou em pelo menos dois momentos importantes. Um foi o Baião das Agentes Comunitárias de Perus, que traduziu em música o cotidiano destes profissionais. O outro foi a participação da agente comunitária de saúde Noemi de Oliveira Almeida, da UBS Morro Doce, em Perus, na mesa da plenária – ao lado de representantes das secretarias municipais de Saúde, Assistência e Desenvolvimento Social, Verde e Meio Ambiente, coordenação regional de saúde e do próprio Andrea Matarazzo. “Foi um momento muito forte para os agentes”, conta Leandro.

O evento contou ainda com a participação do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge. Posteriormente, em um encontro com os educadores do PAVS na Umapaz, o secretário disse que, nas duas regiões onde esteve, viu que “a gente já conseguiu chegar bastante longe. Os agentes corresponderam à nossa mensagem. Ganhamos os corações deles”. “Os agentes deixaram bem claro que querem que o projeto continue, que haja uma continuidade para as ações que eles estão desenvolvendo”, completa Maria Edith Sant’Anna, da Unifesp.


O lado leste

Eduardo Jorge também esteve na Zona Leste, onde os eventos, divididos por subprefeituras, receberam avaliações positivas também de Maria Sebastiana Bizetto, da Santa Marcelina: “Conseguimos atingir nosso objetivo de trazer diferentes atores para o mesmo espaço, permitindo a eles se conhecer e apresentar seus trabalhos”, diz ela. “Foi um espaço valioso de início de conversa, que poderá ser ampliado no encontro do dia 28 (ver agenda)”.

Para o gestor regional da zona leste no PAVS, Hugo Calixto, os principais momentos dos seminários foram as apresentações dos agentes. “Foi onde eles mostraram a que vieram. Nelas, foi possível perceber como a capacitação transformou os olhares”, explica. “Mesmo com a falta de recursos, eles criaram apresentações muito legais”, completa a educadora Claudete Sposito, responsável por turmas do Itaim Paulista.

Claudete destaca a criatividade dos agentes comunitários e as paródias apresentadas por grupos de todos os territórios, mas também levanta algumas críticas. “Não gostei das falas dos representantes do poder público. O subprefeito do Itaim, por exemplo, parecia que não estava interado no assunto, que não sabia direito nem o que é o PAVS”, diz ela. Sebastiana discorda. “O subprefeito do Itaim Paulista apresentou uma proposta a longo prazo, convocando os atores do PSF a participarem”, conta a representante da Santa Marcelina.

Sebastiana e Hugo concordam em um ponto importante: os melhores seminários corresponderam às subprefeituras onde houve maior articulação. Ermelino Matarazzo, São Mateus, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista e São Miguel, segundo o gestor.


Ao sul da cidade

A zona sul foi a única região de São Paulo que não teve seus seminários centralizados em um único local. No dia 5, Santo Amaro e Cidade Ademar se reuniram no auditório da Universidade Ibirapuera, enquanto parte do M’ Boi Mirim esteve no auditório da UNASP. No dia seguinte, Parelheiros e Capela do Socorro realizaram seu encontro no Solo Sagrado de Guarapiranga, enquanto o Campo Limpo se dividiu por parceiros entre UNASP e CEU Campo Limpo.

A gestora da zona sul, Jessy Belfort, conseguiu passar em todos os auditórios. “Como foram vários eventos, o formato variou bastante entre eles”, conta. Alguns seminários duraram o dia inteiro, outros apenas o período da manhã, e os atores convidados também foram um pouco diferentes em cada região. Segundo Rachel Gonçalves Miguel, da UNASP, o evento do Campo Limpo no local teve participação do reitor da universidade, Prof. Euler Bahia, e a visita curiosa de uma conselheira comunitária do município de Jandira, Grande São Paulo.

“Achei que faltou uma integração maior entre todos os participantes da zona sul”, diz a educadora Cibele Silva, do Albert Einstein, reclamando da fragmentação dos parceiros na região. “Mas acredito que a integração vem aos poucos. Conseguimos integrar agentes e gerentes das UBSs agora; quem sabe no futuro não integramos toda a zona sul?”, completa, sonhadora.

Jessy pondera que esse “foi o momento que a gente conseguiu medir um pouco a articulação dos parceiros localmente, mas também foi o momento dos agentes comunitários”. E Cibele conclui: “os agentes têm uma preocupação com o meio ambiente e com suas comunidades, e passaram isso de uma maneira muito emocionante”.

Seminários Integradores em imagens

Veja o que aconteceu nos diferentes cantos da cidade

(Fotos: Jussara Salles/PAVS)


ZONA LESTE


O samba dá o tom no teatro da Faculdade Santa Marcelina


Agentes de São Mateus evocam orixás para falar do meio ambiente


Momento das educadoras: Eliete Fernandes (de casaco marrom, à frente) comanda a cantoria


ZONA SUL


Acolhimento: participantes se reúnem nos jardins da UNASP


A Jornalista Miriam Dualib, coordenadora do Instituto Ecoar para a Cidadania e do projeto Bacias Irmãs no Brasil, apresenta reflexões sobre o aquecimento global e o Córrego do Pirajussara no seminário que aconteceu no Céu Campo Limpo.


Educadores do PAVS celebram a boa integração entre as instituições da região (UBS, Subprefeitura, Secretaria de Proteção Social, Organizações locais, entre outros). A união, diziam, foi muito importante porque fez com que passássemos a conhecer uns aos outros.
O que podemos fazer por uma amigo(a)? Indagaram. Não podemos interferir nas escolhas, mas podemos provocar e auxiliar nas estratégias.



Coral dos agentes comunitários de Santo Amaro e Cidade Ademar


Santa Catarina lembrou a questão indígena; já no Capão Redondo, o rap foi o caminho

AGENDA

Confira os próximos eventos do PAVS:


Seminário Integrador na Zona Sul
Data: 25 de junho
Local: Associação Atlética Banco do Brasil (Endereço: Est. de Itapecerica, 1935
– Vila Prel)
Turmas expositoras: M’ Boi Mirim (promovido por Monte Azul)
Programação:
08:30 – 09:00 – Acolhimento
09:00 – 09:30 – Abertura, Apresentação dos convidados e Composição da mesa
09:30 – 10:00 – Apresentação do PAVS
10:00 – 10:30 – Coffe Break
10:30 – 11:00 – Apresentação dos Problemas
11:00 – 12:30 – Apresentação das Soluções
12:30 – 13:00 – Vídeos dos ACS/ APS e Educadores
Encerramento


Seminário Integrador da Zona Centro-Oeste
Data: 28 de junho – das 9h às 16h
Local: Unipalmares (Endereço: Rua Lins Alves de Siqueira, 640 - Barra Funda)
Turmas expositoras: Butantã, Lapa/Pinheiros e Sé


1º Encontro “Ambientes Verdes e Saudáveis – Integrando e Fortalecendo Redes Locais”
Com a proposta de promover maior espaço para o diálogo entre atores da saúde, comunidade e autoridades da zona leste, o encontro reunirá secretários, agentes comunitários, subprefeitos, escolas e universidades, entre outros.
Data: 28 de junho - das 8h às 17h
Local: Unicastelo (Endereço: Rua Carolina Fonseca, 453 – Itaquera)
Programação:
8h - Recepção/Café
8h30 - Mesa de abertura composta por representantes da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social, Hospital Santa Marcelina e PAVS
9h - Olhar institucional do PAVS (Coordenadoria Regional de Saúde, Coordenadoria Regional de Saúde Básica e PSF Santa Marcelina)
9h30 - O agente comunitário de saúde a agente de proteção social: elementos de transformação da realidade (Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho - Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente)
10h20 - Experiências PAVS (coordenação pedagógica, educadores e agentes)
10h40 - Entrega de Certificado de Freqüência
12h - Almoço
13h30 - Apresentação musical


Seminário Integrador da Zona Sudeste
Data: 03 de julho – das 9h às 16h
Local: Círculo Militar (Rua Abílio Soares, 1589 - Ibirapuera)
Turmas expositoras: Vila Prudente/Sapopemba, Ipiranga, Vila Mariana/Jabaquara, Mooca/Aricanduva e Penha

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Costurando redes locais

Na próxima semana, participantes e parceiros do PAVS realizam grandes eventos de articulação local


Como apresentar a coordenação de saúde, subprefeituras, equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) e sociedade civil organizada o que vem sendo feito nestes meses de Projeto Ambientes Verdes e Saudáveis? Como aproveitar o aprendizado dos agentes comunitários para criar redes locais de debate e ação? Para responder a essas perguntas, acontecem nos próximos dias 5 e 6 de junho os seminários integradores das regiões leste, norte e sul.

“A intenção é estabelecer uma rede que discuta meio ambiente e saúde nas áreas das supervisões de saúde”, explica Maria Sebastiana Felix Bizetto, da Casa de Saúde Santa Marcelina. A instituição é parceira do PAVS e da prefeitura no PSF. Cobre a região leste. Rosicler Di Lorenzo, da Associação Saúde da Família, diz que a tônica adotada na zona norte é a mesma, e acrescenta que “os agentes participarão de todos os momentos do evento”.

O objetivo comum é o mesmo, mas os formatos variam de região para região. Na zona sul, cada instituição parceira terá seu próprio evento, de duração variada. Já na zona norte, as parceiras atuantes se juntaram para realizar um único encontro, com a presença de 920 agentes comunitários. E na zona leste, haverá quatro eventos, cada um durando o período da manhã ou da tarde, divididos por subprefeituras.

Durante o trabalho de organização, coube aos gestores regionais do PAVS fazer a ponte entre coordenadorias de saúde e parceiros, e entre parceiros e supervisões de saúde locais. É o que conta a gestora da região sul, Jessy Belfort. “Meu trabalho foi ajudar os parceiros a pensar os objetivos, participantes e convidados do seminário. Ajudei a sugerir formatos, encontrar locais para os eventos e levar às instituições o que a coordenadoria queria para a região”. Jessy também conta que uma das principais preocupações foi com o peso dos agentes comunitários nos encontros. “Tivemos o cuidado de pensar sempre nos agentes como o centro do evento”.

Em todos os eventos das três regiões, os agentes comunitários irão expor o que vêm aprendendo a apresentarão diagnósticos de seus bairros. Palestras com convidados também estão previstas.


Confira a programação:

Zona Norte:

Data: quarta-feira, 6 de junho
Local: Auditório da APCD - Associação Profissional dos Cirurgiões Dentistas (Rua Voluntários da Pátria, 547 – Santana)
Turmas expositoras: Perus/Pirituba; Freguesia do Ó/Brasilândia; Casa Verde/Cachoeirinha; Santana/Tucuruvi/Jaçanã/Tremembé; Vila Maria/Vila Guilherme
Atividades:
9h00 – 11h30 - Mesa de Abertura: convidados os representantes abaixo,
subprefeitos, Sabesp e Limpurb.
- Apresentação de Coral dos ACS
- Vânia Tardelli - Coordenação Norte
- Secretária da Saúde - Saúde e Meio
Ambiente
- Secretaria do Verde e Meio Ambiente
- PAVS: Situação e Perspectivas;
- Representante Agente de Saúde
- Vídeo Capacitação e Ações ACS.
- Andréa Matarazzo: Prioridades para o Meio
Ambiente nas sete Subprefeituras da
R. Norte;
- nos intervalos: shows de talentos
11h30 – 14h30 - Lanche e visita aos stands (stands das Subprefeituras em conjunto com Supervisões de saúde), sorteio de brindes.
14h30 – 15h30 - Encerramento: show de talentos
15h30 – 16h30 - Mesa encerramento: Eduardo Jorge: Prioridades Ambientais:
do global ao local.


Zona Leste:

Data: terça-feira, 5 de junho, e quarta-feira, 6 de junho
Local: Teatro Luigi Biraghi – Faculdade Santa Marcelina – Campus Itaquera (Rua Cachoeira Utupanema, 40 – Itaquera)
Turmas expositoras: Guainazes/Cidade Tiradentes (dia 5, das 8h às 12h); Itaquera/São Mateus (dia 5, das 13h às 17h); São Miguel/Ermelino Matarazzo (dia 6, das 8h às 12h); Itaim Paulista (dia 6, das 13h às 17h)
Atividades:
- Abertura com participação do PAVS, SMS, SVMA, SMADS, Santa Marcelina e subprefeitura de referência
- Apresentação do PAVS
- Panorama regional focando as questões do verde em cada região
- Apresentação dos ACS: diagnóstico da situação local e transformação do indivíduo
- Café: com visita a stands, realização de oficinas
- Relatos de experiências: ONGs, escolas e outras experiências de sucesso em cada região
- Ações desenvolvidas pelo poder público
- Encerramento


Zona Sul:


Data: 5 de junho, das 8h30 às 17h
Local: Auditório da UNIB – Universidade Ibirapuera (Av. Interlagos, 1329 - Chácara Flora)
Turmas expositoras: Santo Amaro e Cidade Ademar (promovido por Santa Catarina)
Atividades:
8h30 - Recepção e entrega de Material
9h00 ABERTURA
9h15/ 9h45 - Apresentação da mesa e composição dos convidados
9h45/10h30 - Tema O Meio Ambiente Nos Dias de Hoje
Apresentação A3P -Thais Horta (Supervisora de educação ambiental SVMA)
10h30/10h45 - Intervalo
10h45/12h30 - Apresentação dos Temas Abordados no PAVS pelos agentes Comunitários
12h30/14h00 - Almoço
14h00/15h00 - Atividade em grupo dos ACS com os gerentes
15h00/16h45 - Plenária
16h45/17h00 - Encerramento

Data: 5 de junho, das 8h às 12h30
Local: Auditório da UNASP - Salão Nobre (Endereço: Est. de Itapecerica, 5859 – Capão Redondo
Turmas expositoras: M’ Boi Mirim (promovido por CEJAM)
Atividades:
8h00/8h30 - Acolhimento
8h30/10h00 - Composição e fala da mesa
10h00/11h00 - Apresentação ACS E APS
11h00/11h20 - Coffee-Break
11h20/12h00 - Palestra sobre meio ambiente e a realidade local
12:00 12:30 - Encerramento e Agradecimento

Data: 25 de junho
Local: Associação Atlética Banco do Brasil (Endereço: Est. de Itapecerica, 1935
– Vila Prel)
Turmas expositoras: M’ Boi Mirim (promovido por Monte Azul)
Atividades:
8h - Abertura
9h - Apresentação PAVS
Apresentação Associação Monte Azul
10h - Café
10h30 - Apresentação:Problemas da Região
11h - Stand Soluções dos ACS
12h30 - Apresentação Musical

Data: 6 de junho, das 8h às 16h30
Local: Solo Sagrado (Estrada do Jaceguai, 6567 - Jardim Casa Grande – Parelheiros)
Turmas expositoras: Parelheiros e Capela do Socorro (promovido por UNISA)
Atividades:
8h30/ 9h – Recepção e entrega de material
9h/9h15 - Acolhimento Convidados
9h15/9h45 - Abertura: Apresentação dos Convidados e Composição da Mesa
9h45/10h15 - Coffee-Break
10h15/12h00 - Almoço
13h00/14h30 - Atividade em grupo das gerentes com os Agentes por UBS / Território
14h30/16h00 - Plenária
16h00/17h00 - Agradecimentos/Finalização das Atividades

Data: 6 de junho, das 8h às 12h30
Local: Auditório da UNASP (Endereço: Est. de Itapecerica, 5859 – Capão Redondo)
Turmas expositoras: Campo Limpo (promovido por UNASP)
Atividades:
8h00/10h00- Apresentação ACS e APS
10h00/10h30 - Lanche
10h30/11h30 - Composição da Mesa e falas
11h30/12h30 - Vídeo e Encerramento

Data: 6 de junho, das 8h Às 12h30
Local: CEU Campo Limpo (Av. Carlos Lacerda nº 678- Jd. Pirajussara)
Turmas expositoras: Campo Limpo (promovido por Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein)
Atividades:
8h - Café
8h30 - Composição da mesa de abertura
9h00 - Fala Mesa de Abertura
10h00 - Palestra sobre Aquecimento Global
11h00 - Apresentação dos Projetos de intervenção pelos ACS E APS
12h00 - Apresentação Cultural
12h30 - Encerramento

POR DENTRO DO PAVS

Agentes participantes doPAVS foram ao Jardim Macedônia ajudar os colegas do Ação Família
(Foto: Subprefeitura de Campo Limpo)


Eco Ação Ambiental 2007 – No dia 18 de maio, 300 agentes comunitários de saúde e educadores do PAVS participaram do evento no Jardim Macedônia, zona sul de São Paulo. O Eco Ação Ambiental foi organizado pelo CRAF – Associação Evangélica Beneficente, em parceria com subprefeitura do Campo Limpo. Oficinas de segurança alimentar, educação ambiental, fabricação de sabão caseiro, artesanato com materiais recicláveis, orientação para prevenção de DST/AIDS e exames de pressão arterial e diabete foram algumas das atividades realizadas.

Reciclando com Arte – Acontece dia 21 de junho o I Reciclando com Arte, em Sapopemba. A feira será dedicada às artes e artesanato feitos com materiais recicláveis. Organizado pelas agentes comunitárias de saúde da UBS Jardim Sapopemba, o evento terá a participação de pessoas da comunidade local que irão expor seus trabalhos e ministrar seminários e oficinas. O espaço reservado é o CAPS local. O educador Sandro Nicodemo, que dá aulas à turma de agentes idealizadores da feira, conta que alguns moradores do bairro que haviam deixado de trabalhar com esse tipo de artesanato voltaram a fazê-lo especialmente para a data.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Agentes movimentam a comunidade

Participantes do Projeto Ambientes Verdes e Saudáveis mobilizam moradores de São Paulo para cuidar da saúde e do meio ambiente nos seus bairros.


Na primeira semana de maio, centenas de agentes comunitários de saúde e de proteção social desenvolveram atividades nas suas comunidades, unindo cuidado ambiental, promoção da saúde e desenvolvimento social. Espalhadas pela capital paulista, as ações fazem parte do Projeto Ambientes Verdes e Saudáveis e indicam caminhos para superação de problemas locais. Tiveram o apoio essencial dos educadores e gestores locais do projeto, bem como o apoio das instituições parceiras e de outros atores locais.

Confira algumas das atividades realizadas:

Agente comunitária de saúde apresenta número de teatro no CEU Perus, na zona Norte da capital. Apresentação de música e palestra sobre Aquecimento Global completaram a programação de sensibilização da comunidade. (Foto da repórter Silvana Salles)


Ainda na Zona Norte, agentes locais participam de atividades de sensibilização no bairro de Pirituba.

Na quadra da escola-de-samba do bairro, também em Pirituba, foi organizado um encontro com as três turmas de agentes participantes do projeto (V. Maggi, Elísio Leite e Parada de Taipas) com presença de representantes do setor de obras da subprefeitura local, SABESP, Ação Social, Defesa Civil, Agenda 21 e Secretaria da Saúde. (Fotos da gestora local Maria Célia Medina)


Na zona Leste, no Jardim da Conquista, a turma de agentes se mobilizou e conseguiu apoio da sub-prefeitura para transformar um terreno baldio, onde só havia, lixo, mato e entulho, em uma sonhada praça. (Foto da educadora Andréia Perez)


As mudas doadas foram guardadas na casa de uma das vizinhas da futura praça. O mutirão de limpeza e plantio está sendo feito por todos. (Fotos da educadora Andréia Perez)



Ainda no Jardim da Conquista, os agentes organizaram recolhimento de pilhas usadas e incentivaram um novo uso para o óleo usado pelos moradores: a produção de sabão. (Fotos da educadora Andréia Perez)


Na Cidade Tiradentes, também na Zona Leste, as agentes comunitárias de saúde da UBS Ferroviários, trouxeram uma proposta diferente para a oficina semanal de artesanato. Embalagens usadas de remédios e leite viraram matéria-prima para caixas de presente. (Fotos do gestor local Hugo Calixto)


Em paralelo, outra parte da turma de agentes promoveu uma palestra sobre o cuidado ambiental na Escola Técnica de Saúde Pública Cidade Tiradentes, onde acontecem os encontros do projeto. A palestra marcou o início de uma campanha para coleta seletiva no prédio da escola. (Fotos da educadora Priscila de Souza Lucena)


A equipe de agentes comunitárias de saúde da UBS Mar Paulista faz um reconhecimento dos problemas ambientais da sua comunidade. (Fotos da educadora Jussara Cassia)


Na Vila Guacuri, na Zona Sul, a comunidade está se mobilizando para transformar uma área verde em um parque. (Fotos da educadora Jussara Cassia)


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Em defesa da Cantareira - Agentes comunitários de saúde da UBS Sylmaria, no Jardim Damasceno, tiveram papel marcante no evento em prol da implantação do Parque Ecológico da Cantareira, no último dia 21 de abril. O grupo ficou responsável pela organização do evento - Idealizado pelo Movimento Ousadia Popular -, bem como pela articulação da comunidade, que está se mobilizando para conter as ocupações na Mata da Cantareira. A partir do meio-dia, representantes da subprefeitura da Brasilândia/Freguesia do Ó estiveram presentes para falar sobre o plano do parque ecológico e entidades locais apresentaram seus projetos para o segundo semestre. Depois da 18 horas, o palco virou festa, encerrando o encontro com muita música.